Marcelino Champagnat
Este blog foi criado para compartilharmos nossas experiências como professores de Inglês. Naveguem, compartilhem, apresentem opiniões! Espero poder contar com vocês, teachers!!! Enjoy it and good job!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Uma boa reflexão aos educadores
"Tolerar que o aluno viva sem disciplina, deixá-lo que cresça com seus defeitos e permitir-lhe que faça o que lhe apraz, não é amá-lo e nem respeitá-lo"
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Mensagem de motivação
EDUCADOR: ESSA É PARA NÓS!!!
Essa mensagem é primeiramente para mim. Acabei de ter uma decepção com ingratidão de alguns alunos do noturno e cheguei a sentir vontade de desistir. Então, ao chegar em casa, resolvi procurar alguma mensagem para postar hoje no blog e encontrei essa... Não dava para deixar de compartilhar com vocês. Aliás, em nossa profissão, sempre nos deparamos com momentos desistimulantes, mas não podemos desistir, nem desanimar...
Na
vida as coisas, às vezes, andam muito devagar.
Essa mensagem é primeiramente para mim. Acabei de ter uma decepção com ingratidão de alguns alunos do noturno e cheguei a sentir vontade de desistir. Então, ao chegar em casa, resolvi procurar alguma mensagem para postar hoje no blog e encontrei essa... Não dava para deixar de compartilhar com vocês. Aliás, em nossa profissão, sempre nos deparamos com momentos desistimulantes, mas não podemos desistir, nem desanimar...
Avance
Sempre
Na
vida as coisas, às vezes, andam muito devagar.
Mas é importante não
parar.
Mesmo um pequeno avanço na direção certa já é um progresso, e
qualquer um pode fazer um pequeno progresso.
Se você não conseguir fazer
uma coisa grandiosa hoje, faça alguma coisa pequena.
Pequenos riachos acabam
convertendo-se em grandes rios.
Continue andando e fazendo.
O que
parecia fora de alcance esta manhã vai parecer um pouco mais próximo amanhã ao
anoitecer se você continuar movendo-se para frente.
A cada momento
intenso e apaixonado que você dedica a seu objetivo, um pouquinho mais você se
aproxima dele.
Se você pára completamente é muito mais difícil começar
tudo de novo.
Então continue andando e fazendo.
Não desperdice a
base que você já construiu.
Existe alguma coisa que você pode fazer agora
mesmo, hoje, neste exato instante.
Pode não ser muito mas vai mantê-lo no
jogo.
Vá rápido quando puder. Vá devagar quando for obrigado.
Mas,
seja, lá o que for, continue. O importante é não parar!!!
(Autor
desconhecido)
Fonte: http://www.otimismoemrede.com/avancesempre.html
terça-feira, 12 de junho de 2012
Dinamics and Ice-breakers
Inicie o ano letivo ou o semestre com alguns "ice-breakers"! É claro que elas também podem ser utilizadas no decorrer do ano letivo!!!
Preparação: colocar os alunos sentados em círculo (na carteira ou no chão mesmo).
Como jogar: coloque todos os pedaços de cartolina cortados na mesa, retire o primeiro e mostre à classe. Suponhamos que seja o verbo "to go". Diga então: "Yesterday I went shopping... Aponte o primeiro aluno, pegue o segundo cartão, suponhamos que seja "to buy". Ele deverá dizer: "Yesterday I went shopping and bought a ball...". Retire o próximo cartão, suponhamos que seja "to eat", o aluno na sequência deverá dizer: "I went shopping, bought a ball and ate a hamburger..."
Para a primeira rodada, para os alunos não terem muita dificuldade, coloque os verbos numa sequência lógica: ir, comprar, comer, beber, descansar, etc. Da segunda rodada em diante é cada um por si, já que você irá embaralhar as cartas.
Fonte: http://coelhodacartola.blogspot.com.br/
By: Zailda Coirano
AUTOGRAPH LIST
Gosto muito dessa atividade como "icebreak" ou para o início do 2º semestre. Os alunos devem percorrer a sala e encontrar pessoas segundo as descrições enumeradas de 1 a 10 e pedir seu autógrafo. O aluno que completar primeiro, ganha. É muito bom para introduzir verbos na 3ª pessoa. É mais indicado para séries mais avançadas...
Find someone
who...
Gincana - INGLES
Essa pode ser
feita para dar uma relaxada e também aproveitar para recordar cores, verbos,
etc. Divida a classe em dois grupos, cada grupo ficará em um canto da sala, um
do lado direito e outro do lado esquerdo.
Em cima de sua mesa, deixe uma campainha, dessas que se usam em hotéis para chamar quando o empregado não está. Você fica na frente com sua lista e se for professor de inglês peça: "something wet", "something yellow", "used to write", "you write on it", etc. A cada objeto pedido, um dos membros do grupo deve correr e levar o objeto à sua mesa, se estiver correto, bater a campainha. Dê a ele uma fichinha. No final da gincana os grupos contam as fichas, ganha o grupo que tiver mais fichas. Se for professor de espanhol, deve pedir coisas como "algo mojado", "algo amarillo", "que se usa para escribir", etc. Sua imaginação e o vocabulário que eles conhecem e você pretende dar um "refresh" é que irão determinar o que você vai pedir na gincana.
Esse jogo pode ser feito em 15 ou 20 minutos finais da aula, é bem rápido, mas como eles têm que correr além de procurar as coisas, costumam ficar cansados e suados - hora de irem pra casa.
Fonte: http://coelhodacartola.blogspot.com.br/
By: Zailda Coirano
Em cima de sua mesa, deixe uma campainha, dessas que se usam em hotéis para chamar quando o empregado não está. Você fica na frente com sua lista e se for professor de inglês peça: "something wet", "something yellow", "used to write", "you write on it", etc. A cada objeto pedido, um dos membros do grupo deve correr e levar o objeto à sua mesa, se estiver correto, bater a campainha. Dê a ele uma fichinha. No final da gincana os grupos contam as fichas, ganha o grupo que tiver mais fichas. Se for professor de espanhol, deve pedir coisas como "algo mojado", "algo amarillo", "que se usa para escribir", etc. Sua imaginação e o vocabulário que eles conhecem e você pretende dar um "refresh" é que irão determinar o que você vai pedir na gincana.
Esse jogo pode ser feito em 15 ou 20 minutos finais da aula, é bem rápido, mas como eles têm que correr além de procurar as coisas, costumam ficar cansados e suados - hora de irem pra casa.
Fonte: http://coelhodacartola.blogspot.com.br/
By: Zailda Coirano
Jogo para
praticar o Past Simple
Material: algumas folhas de cartolina cortadas em pedaços no
formato de uma folha A4 cortada ao meio; canetas coloridas. Escrever verbos
(regulares e irregulares) em um tamanho que os alunos possam ler.
Preparação: colocar os alunos sentados em círculo (na carteira ou no chão mesmo).
Como jogar: coloque todos os pedaços de cartolina cortados na mesa, retire o primeiro e mostre à classe. Suponhamos que seja o verbo "to go". Diga então: "Yesterday I went shopping... Aponte o primeiro aluno, pegue o segundo cartão, suponhamos que seja "to buy". Ele deverá dizer: "Yesterday I went shopping and bought a ball...". Retire o próximo cartão, suponhamos que seja "to eat", o aluno na sequência deverá dizer: "I went shopping, bought a ball and ate a hamburger..."
O aluno que errar ou esquecer sai da roda, coloque
todos os cartões de volta, embaralhe, retire um e recomece do aluno seguinte ao
que errou. Vá jogando até sobrar apenas um aluno, ou acabarem os cartões, ou
acabar o seu tempo.
Para a primeira rodada, para os alunos não terem muita dificuldade, coloque os verbos numa sequência lógica: ir, comprar, comer, beber, descansar, etc. Da segunda rodada em diante é cada um por si, já que você irá embaralhar as cartas.
Fonte: http://coelhodacartola.blogspot.com.br/
By: Zailda Coirano
1. loves dogs:
_______________________________________________
2. hates cats:
_______________________________________________
3. is wearing
pink: ___________________________________________
4. is wearing
black: __________________________________________
5. has been
abroad: _________________________________________
6. is
beautiful / handsome: ____________________________________
7. plays an
instrument: _______________________________________
8. loves
dancing: ____________________________________________
9. loves
music: ______________________________________________
10.
doesn’t like chocolate:
____________________________________
Fonte: Encontro Pedagógico para professores de Inglês, Sistema de Ensino: Objetivo, 2010.
Fonte: Encontro Pedagógico para professores de Inglês, Sistema de Ensino: Objetivo, 2010.
Você sabe como seu aluno aprende?
Gostei muito dessa reportagem que estudamos hoje no ATPC da E.E. Cel. Nhonhô Braga", Piraju/SP sobre a necessidade em saber como o aluno aprende. Esse texto é útil para professores de todas as disciplinas. Gostaria de compartilhá-lo com vocês.
Juan Delval: "É essencial saber como o aluno aprende"
Segundo o autor espanhol, que
pesquisa as concepções sociais de crianças e jovens, é necessário entender
quais são elas para ensinar bem
Muito se fala em
"levantar o conhecimento prévio do aluno", mas pouco se sabe
realmente sobre os caminhos do pensamento infantil. Não existe um ponto de
partida zero para ensinar ou aprender. Todos possuímos um conhecimento, além de
representações e modelos elaborados e estabelecidos individualmente, para
entender o mundo.
Por compartilhar dessa visão, o autor espanhol Juan Delval centrou seu trabalho na pesquisa sobre o desenvolvimento do pensamento científico e no levantamento do que as crianças acham sobre questões sociais. Conhecer as concepções delas, de acordo com ele, é um passo importante para ensinar bem. "Uma vez que um dos objetivos da escola é levar os estudantes a formar representações adequadas do mundo em que vivem, o educador precisa ter como referência essas ideias preconcebidas para realizar sua tarefa satisfatoriamente."
Por compartilhar dessa visão, o autor espanhol Juan Delval centrou seu trabalho na pesquisa sobre o desenvolvimento do pensamento científico e no levantamento do que as crianças acham sobre questões sociais. Conhecer as concepções delas, de acordo com ele, é um passo importante para ensinar bem. "Uma vez que um dos objetivos da escola é levar os estudantes a formar representações adequadas do mundo em que vivem, o educador precisa ter como referência essas ideias preconcebidas para realizar sua tarefa satisfatoriamente."
Catedrático de
Psicologia Evolutiva e de Educação na Universidade Autônoma de Madri, Delval
foi coordenador do Programa de Doutorado em Desenvolvimento Psicológico e Aprendizagem
Escolar da mesma universidade. Tem realizado conferências e pesquisas em vários
países ibero-americanos, entre eles Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, Cuba e
México. Nesta entrevista, concedida a NOVA ESCOLA quando esteve no país, em
novembro do ano passado, Delval conta as principais descobertas sobre a
concepção de crianças e adolescentes a respeito da sociedade.
Suas pesquisas focam as
idéias infantis em relação à sociedade. Elas podem ajudar a escola a ensinar?
DELVAL Sim. Comecei a pesquisar o tema em 1971. Entre os assuntos estudados, destaco o desenvolvimento das noções econômicas em crianças e jovens, a percepção que eles têm da estratificação social e dos próprios direitos, além do que pensam sobre Deus. Em todos os levantamentos, nossas investigações mostram que eles constroem representações em relação ao mundo e às questões que aprendem na escola. E elas vão mudando de acordo com a idade.
Qual o papel da escola, como instituição, nesse processo?
DELVAL Tomar como base os conceitos infantis para ajudar a transformá-los em conhecimento científico. Muitas vezes, o professor parte do pressuposto de que a criança chega à escola sem conhecimento, e não é assim. Ela sabe menos que os adultos, mas tem o domínio de outras competências, como a tecnologia. O desenvolvimento do conhecimento da turma depende do que ela já conhece.
Como deve ser isso na prática?
DELVAL O ideal é primeiro apresentar o problema e, depois, formas de chegar à solução. Muitas vezes, a escola faz exatamente o contrário: dá soluções para coisas que ainda não representam um problema na cabeça dos estudantes. Daí a importância de trabalhar com base no pensamento deles. Sabendo como aprendem, o professor pode levar em conta as dificuldades que encontram.
Que ideias infantis podem ser destacadas no que se refere ao desenvolvimento econômico?
DELVAL A primeira realidade econômica com a qual os pequenos se relacionam é provavelmente a loja. Eles aprendem muito cedo que esse é o lugar onde obtêm diversas coisas de que precisam e que isso se dá em troca de dinheiro. Mas, por volta dos 5 anos, não entendem a troca em si. Para eles, o dinheiro é um elemento ritual que permite a compra. Muitas vezes, interpretam que o vendedor devolve mais dinheiro do que recebeu porque olham a quantidade de notas e não o valor delas. Chegam ao ponto de dizer que uma as fontes para obter dinheiro é a loja.
As crianças compreendem o lucro?
DELVAL Não. Veja que curioso: até os 11 anos, as entrevistadas nas pesquisas acreditavam que o dono da papelaria cobra por um lápis o mesmo que paga na compra. Isso se explica pela confusão de valores morais - recebidos por meio dos pais. Elas consideravam o lojista um amigo que estava resolvendo um problema. Muitas diziam, inclusive, que ele oferece os produtos com preço abaixo do custo porque, assim, vende mais. Apesar de estarem imersas em uma sociedade centrada no lucro, não conseguem entendê-lo.
Quem eram os entrevistados?
DELVAL Crianças e jovens da Inglaterra, da Holanda, da Itália e do México. Entre eles, havia quem trabalhava nas ruas como vendedor ambulante e, mesmo nesse grupo, os resultados foram muito semelhantes. Há pequenas alterações de acordo com as faixas etárias, mas os que tinham um melhor conhecimento sobre o processo de compra e venda também não conseguiam entender o lucro.
Por que isso é difícil?
DELVAL Os pequenos têm dificuldade com os cálculos e não conseguem separar o preço por unidade do preço total. Existem também os obstáculos morais: é injusto cobrar mais do que aquilo que custa o produto. Isso representa, na visão das crianças, o mesmo que tomar proveito de alguém ou até mesmo roubar. Só mais tarde elas percebem que as relações de amizade são regidas por normas morais, enquanto as relações econômicas têm outros tipos de regra. Mesmo depois que entendem o lucro, é complicado compreender o sentido de um banco.
Quais as conclusões dos estudos em relação à estratificação social?
DELVAL Tanto no México como na Espanha, quando perguntamos a diferença entre ricos e pobres, as respostas apareceram em níveis de complexidade distintos. Os mais novos deram explicações embasadas em aspectos aparentes e facilmente observáveis. Por exemplo: um menino explicou que um engenheiro ganha mais que um pedreiro porque trabalha mais horas. Provavelmente ele soube que o primeiro ganhava mais, mas, como não diferenciava a "qualidade" dos trabalhos, teve de explicar apoiando-se no volume de horas - outra informação de que provavelmente dispunha.
E entre os mais velhos?
DELVAL Os que tinham entre 10 e 13 anos afirmaram existir dois caminhos, um bom e outro mau: o dos que trabalham e o dos que não trabalham. Eles enxergavam ainda um processo de escalada social. Na faixa que ia até os 16 anos, os jovens já identificavam que a situação de uma pessoa pobre ou rica é gerada por uma série de fatores internos (investimento de tempo em estudos) ou externos (disponibilidade de vagas) e mostravam um pensamento hipotético.
Em seu livro Los Niños y Dios. Las Ideas Infantiles Sobre la Divinidad, las Orígenes y la Muerte, são tratadas as imagens dos pequenos sobre Deus. Quais são elas?
DELVAL O livro traz os resultados de uma pesquisa que fiz com uma orientanda na Espanha e no México entre os que frequentavam escolas católicas. Em relação a Deus, os pequenos têm uma ideia muito concreta: é uma pessoa vestida com uma túnica comprida, que tem os cabelos brancos e compridos e usa uma coroa. Ele fica no céu, rodeado de anjos. Já os maiores pensam de forma mais abstrata e fazem uma reflexão pessoal sobre o assunto. Para eles, Deus é um sentimento interno que tem a ver com a consciência moral.
Como essas concepções se formam?
DELVAL Uma das principais capacidades do ser humano é criar representações da realidade que o rodeia. Não existe uma realidade que independa do sujeito que a interpreta. Estabelecemos modelos dela e, assim, conseguimos atuar de acordo com eles e fazer antecipações.
Que representações são essas?
DELVAL As da própria vida social, que incluem, por exemplo, como nos portar diante dos demais e o que esperamos que os outros façam. O ideal é que as pessoas adquiram noções de como funciona o processo de compra e venda, para que serve o dinheiro e qual o seu valor, como se dá a organização política, como são as relações de poder, as diferentes classes sociais e religiões e a função de instituições como a escola, a família e a nação. Além disso, precisam entender como se dão os conflitos entre os grupos.
Todas essas ideias são transmitidas pelos adultos?
DELVAL O fato de o conhecimento ser social e ser transmitido não significa que seja adquirido apenas por cópia ou transmissão verbal. O sujeito que recebe uma informação não se limita a absorvê-la, mas tem de reconstruí-la a seu modo. De outra forma, não seria possível explicar que as concepções de crianças de diferentes idades em relação à sociedade sejam bem diferentes das apresentadas pelos adultos. Ou ainda que as que têm a mesma idade, mesmo que vivendo em diferentes países ou culturas, tenham noções similares de sociedade.
Mas a transmissão ocorre...
DELVAL Sim. O homem é um ser social que só pode se desenvolver em sociedade. O fato é que os adultos fazem com que os pequenos se convertam em membros dessa sociedade ao impor normas, valores, atitudes e formas de comportamento que caracterizam os indivíduos dela. Esse processo é chamado de socialização e é resultado, em parte, da pressão dos outros e, em parte, da atividade de construção do próprio sujeito - o que mapeamos nos estudos que realizamos.
De que modo se dá a construção desses pensamentos pela criança?
DELVAL Ela recebe informações da família, da escola e dos meios de comunicação: Brasília é a capital do Brasil, médico é uma profissão de prestígio, a bandeira brasileira é azul, amarela, verde e branca etc. Porém, como não esclarecem por que essas coisas são assim, ela constrói uma explicação por si mesma, com os instrumentos intelectuais de que dispõe. Desse modo, aprende desde cedo que para comprar algo é preciso levar dinheiro à loja muito antes de conseguir explicar para que serve o dinheiro.
Em que momento ela alcança a total compreensão sobre isso?
DELVAL Quando recebe explicações, que vão atuar sobre as normas e os valores e reorganizar tudo: o dinheiro é uma moeda de troca e a bandeira é o símbolo de uma nação, por exemplo. Quando se alcança um grau de entendimento maior, essas explicações proporcionam um novo sentido às normas e valores, tornando possível refletir sobre eles e, inclusive, duvidar de seus fundamentos. É isso que chamamos de pensamento crítico.
Esse é o caminho correto para a autonomia dos pequenos?
DELVAL Autonomia, do ponto de vista cognitivo, é pensar por si mesmo. Do moral, é atuar de acordo com princípios gerais, que sirvam para todos. Para que isso ocorra, é preciso haver incentivo. Hoje não são dadas responsabilidades a eles, mas todos precisam observar as consequências - para eles e para outras pessoas - de algo errado que fazem. O objetivo, do ponto de vista da Educação moral, é interiorizar regras e normas, que não são cumpridas por castigo, mas porque a consciência diz que facilitam as relações entre diferentes indivíduos. Todos necessitam compreender que a função das regras não é limitar, impedir, castrar e castigar, mas regular as relações entre os indivíduos e estabelecer modelos que facilitam a vida em sociedade.
Qual a conclusão de seus estudos?
DELVAL A criança enxerga a sociedade de uma forma muito diferente do que o adulto. Para ela, vivemos num lugar sem conflitos, em que todos cooperam e os adultos detêm o conhecimento, que é algo valioso. Os ricos são ricos, e os pobres, pobres - não há níveis intermediários. Acredito que a origem de muitos problemas sociais, hoje em dia, reside na fase em que os adolescentes descobrem que a sociedade não é, de maneira alguma, racional e organizada, como tinham em mente. Eles experimentam, então, a frustração por se sentirem impotentes para mudar a ordem das coisas.
DELVAL Sim. Comecei a pesquisar o tema em 1971. Entre os assuntos estudados, destaco o desenvolvimento das noções econômicas em crianças e jovens, a percepção que eles têm da estratificação social e dos próprios direitos, além do que pensam sobre Deus. Em todos os levantamentos, nossas investigações mostram que eles constroem representações em relação ao mundo e às questões que aprendem na escola. E elas vão mudando de acordo com a idade.
Qual o papel da escola, como instituição, nesse processo?
DELVAL Tomar como base os conceitos infantis para ajudar a transformá-los em conhecimento científico. Muitas vezes, o professor parte do pressuposto de que a criança chega à escola sem conhecimento, e não é assim. Ela sabe menos que os adultos, mas tem o domínio de outras competências, como a tecnologia. O desenvolvimento do conhecimento da turma depende do que ela já conhece.
Como deve ser isso na prática?
DELVAL O ideal é primeiro apresentar o problema e, depois, formas de chegar à solução. Muitas vezes, a escola faz exatamente o contrário: dá soluções para coisas que ainda não representam um problema na cabeça dos estudantes. Daí a importância de trabalhar com base no pensamento deles. Sabendo como aprendem, o professor pode levar em conta as dificuldades que encontram.
Que ideias infantis podem ser destacadas no que se refere ao desenvolvimento econômico?
DELVAL A primeira realidade econômica com a qual os pequenos se relacionam é provavelmente a loja. Eles aprendem muito cedo que esse é o lugar onde obtêm diversas coisas de que precisam e que isso se dá em troca de dinheiro. Mas, por volta dos 5 anos, não entendem a troca em si. Para eles, o dinheiro é um elemento ritual que permite a compra. Muitas vezes, interpretam que o vendedor devolve mais dinheiro do que recebeu porque olham a quantidade de notas e não o valor delas. Chegam ao ponto de dizer que uma as fontes para obter dinheiro é a loja.
As crianças compreendem o lucro?
DELVAL Não. Veja que curioso: até os 11 anos, as entrevistadas nas pesquisas acreditavam que o dono da papelaria cobra por um lápis o mesmo que paga na compra. Isso se explica pela confusão de valores morais - recebidos por meio dos pais. Elas consideravam o lojista um amigo que estava resolvendo um problema. Muitas diziam, inclusive, que ele oferece os produtos com preço abaixo do custo porque, assim, vende mais. Apesar de estarem imersas em uma sociedade centrada no lucro, não conseguem entendê-lo.
Quem eram os entrevistados?
DELVAL Crianças e jovens da Inglaterra, da Holanda, da Itália e do México. Entre eles, havia quem trabalhava nas ruas como vendedor ambulante e, mesmo nesse grupo, os resultados foram muito semelhantes. Há pequenas alterações de acordo com as faixas etárias, mas os que tinham um melhor conhecimento sobre o processo de compra e venda também não conseguiam entender o lucro.
Por que isso é difícil?
DELVAL Os pequenos têm dificuldade com os cálculos e não conseguem separar o preço por unidade do preço total. Existem também os obstáculos morais: é injusto cobrar mais do que aquilo que custa o produto. Isso representa, na visão das crianças, o mesmo que tomar proveito de alguém ou até mesmo roubar. Só mais tarde elas percebem que as relações de amizade são regidas por normas morais, enquanto as relações econômicas têm outros tipos de regra. Mesmo depois que entendem o lucro, é complicado compreender o sentido de um banco.
Quais as conclusões dos estudos em relação à estratificação social?
DELVAL Tanto no México como na Espanha, quando perguntamos a diferença entre ricos e pobres, as respostas apareceram em níveis de complexidade distintos. Os mais novos deram explicações embasadas em aspectos aparentes e facilmente observáveis. Por exemplo: um menino explicou que um engenheiro ganha mais que um pedreiro porque trabalha mais horas. Provavelmente ele soube que o primeiro ganhava mais, mas, como não diferenciava a "qualidade" dos trabalhos, teve de explicar apoiando-se no volume de horas - outra informação de que provavelmente dispunha.
E entre os mais velhos?
DELVAL Os que tinham entre 10 e 13 anos afirmaram existir dois caminhos, um bom e outro mau: o dos que trabalham e o dos que não trabalham. Eles enxergavam ainda um processo de escalada social. Na faixa que ia até os 16 anos, os jovens já identificavam que a situação de uma pessoa pobre ou rica é gerada por uma série de fatores internos (investimento de tempo em estudos) ou externos (disponibilidade de vagas) e mostravam um pensamento hipotético.
Em seu livro Los Niños y Dios. Las Ideas Infantiles Sobre la Divinidad, las Orígenes y la Muerte, são tratadas as imagens dos pequenos sobre Deus. Quais são elas?
DELVAL O livro traz os resultados de uma pesquisa que fiz com uma orientanda na Espanha e no México entre os que frequentavam escolas católicas. Em relação a Deus, os pequenos têm uma ideia muito concreta: é uma pessoa vestida com uma túnica comprida, que tem os cabelos brancos e compridos e usa uma coroa. Ele fica no céu, rodeado de anjos. Já os maiores pensam de forma mais abstrata e fazem uma reflexão pessoal sobre o assunto. Para eles, Deus é um sentimento interno que tem a ver com a consciência moral.
Como essas concepções se formam?
DELVAL Uma das principais capacidades do ser humano é criar representações da realidade que o rodeia. Não existe uma realidade que independa do sujeito que a interpreta. Estabelecemos modelos dela e, assim, conseguimos atuar de acordo com eles e fazer antecipações.
Que representações são essas?
DELVAL As da própria vida social, que incluem, por exemplo, como nos portar diante dos demais e o que esperamos que os outros façam. O ideal é que as pessoas adquiram noções de como funciona o processo de compra e venda, para que serve o dinheiro e qual o seu valor, como se dá a organização política, como são as relações de poder, as diferentes classes sociais e religiões e a função de instituições como a escola, a família e a nação. Além disso, precisam entender como se dão os conflitos entre os grupos.
Todas essas ideias são transmitidas pelos adultos?
DELVAL O fato de o conhecimento ser social e ser transmitido não significa que seja adquirido apenas por cópia ou transmissão verbal. O sujeito que recebe uma informação não se limita a absorvê-la, mas tem de reconstruí-la a seu modo. De outra forma, não seria possível explicar que as concepções de crianças de diferentes idades em relação à sociedade sejam bem diferentes das apresentadas pelos adultos. Ou ainda que as que têm a mesma idade, mesmo que vivendo em diferentes países ou culturas, tenham noções similares de sociedade.
Mas a transmissão ocorre...
DELVAL Sim. O homem é um ser social que só pode se desenvolver em sociedade. O fato é que os adultos fazem com que os pequenos se convertam em membros dessa sociedade ao impor normas, valores, atitudes e formas de comportamento que caracterizam os indivíduos dela. Esse processo é chamado de socialização e é resultado, em parte, da pressão dos outros e, em parte, da atividade de construção do próprio sujeito - o que mapeamos nos estudos que realizamos.
De que modo se dá a construção desses pensamentos pela criança?
DELVAL Ela recebe informações da família, da escola e dos meios de comunicação: Brasília é a capital do Brasil, médico é uma profissão de prestígio, a bandeira brasileira é azul, amarela, verde e branca etc. Porém, como não esclarecem por que essas coisas são assim, ela constrói uma explicação por si mesma, com os instrumentos intelectuais de que dispõe. Desse modo, aprende desde cedo que para comprar algo é preciso levar dinheiro à loja muito antes de conseguir explicar para que serve o dinheiro.
Em que momento ela alcança a total compreensão sobre isso?
DELVAL Quando recebe explicações, que vão atuar sobre as normas e os valores e reorganizar tudo: o dinheiro é uma moeda de troca e a bandeira é o símbolo de uma nação, por exemplo. Quando se alcança um grau de entendimento maior, essas explicações proporcionam um novo sentido às normas e valores, tornando possível refletir sobre eles e, inclusive, duvidar de seus fundamentos. É isso que chamamos de pensamento crítico.
Esse é o caminho correto para a autonomia dos pequenos?
DELVAL Autonomia, do ponto de vista cognitivo, é pensar por si mesmo. Do moral, é atuar de acordo com princípios gerais, que sirvam para todos. Para que isso ocorra, é preciso haver incentivo. Hoje não são dadas responsabilidades a eles, mas todos precisam observar as consequências - para eles e para outras pessoas - de algo errado que fazem. O objetivo, do ponto de vista da Educação moral, é interiorizar regras e normas, que não são cumpridas por castigo, mas porque a consciência diz que facilitam as relações entre diferentes indivíduos. Todos necessitam compreender que a função das regras não é limitar, impedir, castrar e castigar, mas regular as relações entre os indivíduos e estabelecer modelos que facilitam a vida em sociedade.
Qual a conclusão de seus estudos?
DELVAL A criança enxerga a sociedade de uma forma muito diferente do que o adulto. Para ela, vivemos num lugar sem conflitos, em que todos cooperam e os adultos detêm o conhecimento, que é algo valioso. Os ricos são ricos, e os pobres, pobres - não há níveis intermediários. Acredito que a origem de muitos problemas sociais, hoje em dia, reside na fase em que os adolescentes descobrem que a sociedade não é, de maneira alguma, racional e organizada, como tinham em mente. Eles experimentam, então, a frustração por se sentirem impotentes para mudar a ordem das coisas.
Suas pesquisas focam
as ideias infantis em relação à sociedade. Elas podem ajudar a escola a
ensinar?
BIBLIOGRAFIA
Aprender a Aprender, Juan Delval, 168 págs., Ed. Papirus, tel. (19) 3272-4500 (edição esgotada)
Manifesto por Uma Escola Cidadã, Juan Delval, 176 págs., Ed. Papirus, 34,90 reais
Aprender a Aprender, Juan Delval, 168 págs., Ed. Papirus, tel. (19) 3272-4500 (edição esgotada)
Manifesto por Uma Escola Cidadã, Juan Delval, 176 págs., Ed. Papirus, 34,90 reais
Para refletir:
RECOMECE
!
Numa aula de Filosofia, o Professor queria
demonstrar um conceito aos seus alunos. Para tanto, ele pegou um vaso de boca
larga e dentro colocou, primeiramente, algumas pedras grandes. Então perguntou
à classe:
- Está cheio?
Pelo que viam, o vaso estava repleto, por isso, os alunos juntos responderam:
- Sim!
O professor então pegou um balde de pedregulhos e virou dentro do vaso. Os pequenos pedregulhos se alojaram nos espaços entre as pedras grandes. Então, ele perguntou aos alunos:
- E agora, está cheio?
Desta vez, alguns estavam hesitantes, mas a maioria respondeu:
- Sim!
Continuando, o professor levantou uma lata de areia e começou a derramar a areia dentro do vaso. A areia preencheu os espaços entre as pedras e os pedregulhos. E, pela terceira vez, o professor perguntou:
- Então, está cheio?
Agora, a maioria dos alunos estava receosa, mas, novamente muitos responderam:
- Sim!
Finalmente, o professor pegou um jarro com água e despejou o líquido dentro do vaso. A água encharcou e saturou a areia. Neste ponto, o professor perguntou para a classe:
- Qual o objetivo desta demonstração?
Um jovem aluno levantou a mão e respondeu:
- Não importa quanto a "agenda" da vida de alguém esteja cheia, ele sempre conseguira "espremer" dentro, mais coisas!
- Não exatamente! Respondeu o professor. O ponto é o seguinte: A menos que você, em primeiro lugar, coloque as pedras grandes dentro do vaso, nunca mais conseguirá coloca-las lá dentro.
- Vamos! Experimente. Disse o professor ao aluno, entregando-lhe outro vaso igual ao primeiro, com a mesma quantidade de pedras grandes, de pedregulhos, de areia e de água.
O aluno, começou a experiência, colocando a água, depois a areia, depois os pedregulhos e por último, tentou colocar as pedras grandes. Verificou, surpreso, que elas não couberam no vaso. Ele já estava repleto com as coisas menores. Então, o professor explicou para o rapaz:
- As pedras grandes são as coisas realmente importantes de sua vida: seu crescimento pessoal e espiritual. Quando você dá prioridade a isso e mantém-se "aberto" para o novo, as demais coisas se ajustarão por si só: seus relacionamentos (família, amigos), suas obrigações (profissão, afazeres), seus bens e direitos materiais e todas as demais coisas menores que completam a vida. Mas, se você preencher sua vida somente com as coisas pequenas, então aquelas que são realmente importantes, nunca terão espaço em sua vida.
- Está cheio?
Pelo que viam, o vaso estava repleto, por isso, os alunos juntos responderam:
- Sim!
O professor então pegou um balde de pedregulhos e virou dentro do vaso. Os pequenos pedregulhos se alojaram nos espaços entre as pedras grandes. Então, ele perguntou aos alunos:
- E agora, está cheio?
Desta vez, alguns estavam hesitantes, mas a maioria respondeu:
- Sim!
Continuando, o professor levantou uma lata de areia e começou a derramar a areia dentro do vaso. A areia preencheu os espaços entre as pedras e os pedregulhos. E, pela terceira vez, o professor perguntou:
- Então, está cheio?
Agora, a maioria dos alunos estava receosa, mas, novamente muitos responderam:
- Sim!
Finalmente, o professor pegou um jarro com água e despejou o líquido dentro do vaso. A água encharcou e saturou a areia. Neste ponto, o professor perguntou para a classe:
- Qual o objetivo desta demonstração?
Um jovem aluno levantou a mão e respondeu:
- Não importa quanto a "agenda" da vida de alguém esteja cheia, ele sempre conseguira "espremer" dentro, mais coisas!
- Não exatamente! Respondeu o professor. O ponto é o seguinte: A menos que você, em primeiro lugar, coloque as pedras grandes dentro do vaso, nunca mais conseguirá coloca-las lá dentro.
- Vamos! Experimente. Disse o professor ao aluno, entregando-lhe outro vaso igual ao primeiro, com a mesma quantidade de pedras grandes, de pedregulhos, de areia e de água.
O aluno, começou a experiência, colocando a água, depois a areia, depois os pedregulhos e por último, tentou colocar as pedras grandes. Verificou, surpreso, que elas não couberam no vaso. Ele já estava repleto com as coisas menores. Então, o professor explicou para o rapaz:
- As pedras grandes são as coisas realmente importantes de sua vida: seu crescimento pessoal e espiritual. Quando você dá prioridade a isso e mantém-se "aberto" para o novo, as demais coisas se ajustarão por si só: seus relacionamentos (família, amigos), suas obrigações (profissão, afazeres), seus bens e direitos materiais e todas as demais coisas menores que completam a vida. Mas, se você preencher sua vida somente com as coisas pequenas, então aquelas que são realmente importantes, nunca terão espaço em sua vida.
Recomece. É uma boa sugestão. Esvazie seus vasos (mental, emocional) e comece a preenchê-los com as pedras grandes. Ainda há tempo e ainda é tempo.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Para refletir:
"É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada".
William Shakespeare
Vídeo motivador em inglês. Incrível!!!
Esse vídeo
inspirador mostra como podemos fazer a diferença na vida das pessoas e... na
nossa. Além de ser motivador, é um vídeo
em inglês, dá para identificar facilmente algumas falas, pois é falado bem
pausadamente. It’s amazing!!!
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=PWSMOxOlOac
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=PWSMOxOlOac
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